Cidadania e Justiça chama a atenção para a luta pela garantia de direitos aos povos indígenas

Cidadania e Justiça chama a atenção para a luta pela garantia de direitos aos povos indígenas

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Por Márcia Rosa/Governo do Tocantins 

O Abril Indígena é mais uma data no calendário nacional no rol das lutas por direitos humanos. Refere-se ao mês que marca a resistência desses povos que foram escravizados e sofreram genocídio e etnocídio durante a colonização brasileira. Também este dia 19 de abril é uma data em que a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) fomenta o debate sobre questões indígenas como respeito, valorização e preservação de sua cultura e de suas terras.

De acordo com a diretora de Direitos Humanos vinculada à Seciju, Sabrina Ribeiro, o Abril indígena é uma das principais mobilizações em defesa dos direitos desses povos. “A Pasta trabalha a articulação com órgãos representativos de defesa, proteção e promoção dos direitos desses povos para assegurar Direitos Constitucionais para os mais de 14 mil indígenas, divididos em dez etnias no Tocantins”, destacou.

“O dia de hoje é de homenagem aos indígenas, um dia de suma importância, pois esse povo representa o início do nosso País, um povo guerreiro que luta para conservar suas tradições e culturas. Há muito a se fazer pela proteção, respeito e garantia de direitos dos povos indígenas, e esta data é um marco importante para dar visibilidade às nossas origens”, ressaltou a gerente de Diversidade e Inclusão Social da Seciju, Nayara Brandão.

Povos indígenas no Brasil

Há uma diversidade muito grande entre os povos indígenas no Brasil, com culturas, línguas e modos de vida diferenciados, dependendo da etnia a qual pertencem. Dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 demonstram 817.963 mil indígenas brasileiros, representando 305 etnias e 274 línguas indígenas registradas. Cerca de 60% vivem em terras indígenas oficialmente reconhecidas pelo governo federal. Destes, 324.834 moram nas cidades e 572.083 em áreas rurais, sendo a região norte a que possui a maior população indígena do país.

No Tocantins, há aproximadamente 14.100 indígenas, divididos em dez etnias, sendo elas: Apinaje, Xerente, Krahô, Karajá Xambioá, Karajá, Javaé, Avá Canoeiro, Krahô Kanela, Kanela do Tocantins e Krahô Takaywrá. Desses, 11.560 vivem em terras indígenas demarcadas, enquanto 2.558 estão fora do território.

Características dos povos indígenas

Diversas etnias têm uma organização social baseada no coletivismo; na ausência de política, Estado e governo; ausência de moeda e de trocas mercantis; religiões politeístas baseadas em elementos da natureza.

Quando se refere à identidade cultural, os indígenas utilizam adornos corporais e pinturas com materiais extraídos da natureza. Uma simbologia que pode identificar o sexo, a idade, a aldeia e a posição social do indígena, por exemplo.

O respeito à sabedoria dos anciãos é comum nas aldeias, o que representa a maior autoridade daquele povo. A vivência sustentável com a natureza também é característica dos povos indígenas, retirando dela somente aquilo que é necessário para a manutenção da vida. Por isso a luta pela preservação da natureza para esses povos.

A alimentação, que era baseada basicamente no consumo de frutas, legumes, verduras, raízes, caules, peixes e carnes de caça e em produtos característicos da região das aldeias, foi alterada ao longo do tempo devido ao desmatamento, o que forçou os que vivem em aldeias a se adaptarem ao modo de vida urbano, mudando os hábitos alimentares.

A dança e a música têm um papel essencial na religiosidade indígena, geralmente acontecem nos rituais e nos festividades religiosas como forma de agradecimentos ou pedidos às divindades.

Edição: Thâmara Cruvinel

Revisão Textual: Marynne Juliate

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