Caixa lançará na terça (7), aplicativo para cadastro em renda emergencial; Saiba como receber

O próprio aplicativo avaliará se o trabalhador cumpre os cerca de dez requisitos exigidos pela lei para o recebimento da renda básica.

Calendário de pagamento será divulgado na próxima semana – Foto: Divulgação

A partir da próxima terça-feira (7), dezenas de milhões de brasileiros poderão baixar um aplicativo lançado pela Caixa Econômica Federal que permitirá o cadastramento para receberem a renda básica emergencial, de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil, no caso de mães solteiras. O banco também lançará uma página na internet e uma central de atendimento telefônico para a retirada de dúvidas e a realização do cadastro.

O próprio aplicativo avaliará se o trabalhador cumpre os cerca de dez requisitos exigidos pela lei para o recebimento da renda básica. O pagamento poderá ser feito em até 48 horas depois que a Caixa Econômica receber os dados dos beneficiários, mas o presidente do banco não se comprometeu em apresentar uma data específica. Quem não tem conta em bancos poderá retirar o benefício em casas lotéricas.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou que o banco lançará outro aplicativo, exclusivo para o pagamento da renda básica. O benefício será depositado em contas poupança digitais, autorizadas recentemente pelo Conselho Monetário Nacional, e poderá ser transferido para qualquer conta bancária sem custos. Segundo ele, o calendário de pagamentos será anunciado na próxima semana, depois de o banco conhecer o tamanho da população apta a receber a renda básica emergencial.

Segundo Guimarães, o decreto que regulamenta a lei que instituiu o benefício será finalizado hoje, mas ele não informou se o texto será publicado ainda nesta sexta-feira (3) ou no início da próxima semana. Na segunda-feira (6), a Caixa Econômica detalhará o funcionamento dos dois aplicativos.

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informou que só precisarão se inscrever no aplicativo microempreendedores individuais (MEI), trabalhadores que contribuem com a Previdência Social como autônomos e trabalhadores informais que não estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Caso o trabalhador esteja inscrito no cadastro único, o aplicativo avisará no momento em que ele digitar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Bolsa Família

Os beneficiários do Programa Bolsa Família não precisarão baixar o aplicativo. Segundo Onyx, eles já estão inscritos na base de dados e poderão, entre os dias 16 e 30, escolher se receberão o Bolsa Família ou a renda básica emergencial, optando pelo valor mais vantajoso.

O ministro da Cidadania lembrou que o benefício de março do Bolsa Família terminou de ser pago no último dia 30. Para ele, o pagamento do novo benefício a essas famílias antes do dia 16 complicaria o trabalho do governo federal, que ainda está consolidando a base de dados, de separar os grupos de beneficiários.

“A lei cria uma série de regras. Temos de fazer filtragem da base de dados. O que acontece? A base já existe. O maior desafio está nas pessoas que não estão em base nenhuma, por isso criamos a solução via aplicativo, internet e central de telefones”, explicou o presidente da Caixa.

Ele lembrou que, no caso do saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), um terço dos 60 milhões de pagamentos foi feito por aplicativo. Para Guimarães, o índice deve ser semelhante com o novo benefício emergencial.

Desafio

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, que participou da apresentação, o grande desafio do governo não consiste em eventuais atrasos na aprovação de medidas, mas na própria montagem da logística. “Não são um ou dois dias de atraso ou de antecipação. Desde que começamos a formular o programa, o grande desafio é a logística de entrega. É um cronograma quase físico de capturar os cadastros. Não é a aprovação que vai mudar o cronograma físico”, destacou.

Guedes destacou que, em três semanas, o governo saiu de zero para cerca de R$ 800 bilhões em programas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus e de manutenção dos empregos. A conta, que envolve não apenas gastos novos, mas antecipações de despesas, adiamento de tributos e remanejamentos, está, segundo o ministro, em 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos). “Nenhum país emergente fez uma movimentação tão rápida de liberação de recursos como o nosso. A implementação está no mesmo ritmo dos Estados Unidos, um país que tem experiências com catástrofes”, declarou.

O ministro cobrou a união de prefeitos, governadores, Executivo federal, Legislativo e Judiciário para andar com as medidas. Em relação à necessidade da aprovação da proposta de emenda à Constituição do orçamento de guerra para a liberação do benefício, o ministro disse que a ala jurídica do Ministério da Economia tinha dado aval para o início do pagamento, mas que a ala econômica da pasta tinha receio de que o descumprimento da regra de ouro, que proíbe a emissão de dívida pública para gastos correntes, prejudicasse o governo, mesmo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tendo autorizado os gastos extras.

Adventistas | Projeto vai doar mais de 130 mil cestas de alimentos a famílias afetadas

Projeto atua para ajudar afetados pelo Covid-19. Iniciativas envolvem distribuição de cestas de alimentos e apoio psicológico para quem sofre.

Campanha da ADRA Brasil dará oportunidade para que a população demonstre solidariedade em um tempo de grandes perdas para todos. (Foto: ADRA Brasil)

Uma resposta para amenizar o impacto causado pela Covid-19 na economia de famílias em situação vulnerável foi adotada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia por meio de três frentes. A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), o departamento de Ação Solidária Adventista (ASA) e o Ministério da Mulher anunciaram o lançamento da campanha Compartilhe Esperança. A iniciativa tem como objetivo arrecadar fundos e distribuir mais de 130 mil cestas de alimentos, ou seja, mais de 1.850 toneladas.

Além disso, em oito países da América do Sul, grupos de psicólogos se uniram para dar atenção a pessoas, muitas delas afetadas pelo longo período de isolamento social. Ao todo, segundo informou o Ministério da Mulher da Igreja Adventista, 476 profissionais se cadastraram, até agora, para atender voluntariamente neste período, de forma online. O número de atendimentos já passou de 12.700.

Alimentos na mesa

A campanha será realizada até o mês de junho e incentiva os membros da Igreja, voluntários de projetos mantidos pela agência e outras pessoas preocupadas com o tema a se unirem nesta causa. Além dos alimentos arrecadados, a iniciativa também contará com a doação em valores financeiros. Com o valor arrecadado, a entidade fará a entrega para cada família beneficiária, por meio de um cartão, que será recarregado no começo de cada mês de duração do projeto.

Dentro da iniciativa, a ADRA tem como meta arrecadar 10 mil cestas. Dessas, ao menos 3 mil serão angariadas por meio de doações gerais a partir de uma campanha por TV, rádio e redes sociais.  Segundo Paulo Lopes, diretor da agência em nível sul-americano, esta é mais uma frente de ação para reduzir o sofrimento de muitas pessoas, inclusive das que perderam ou tiveram redução em sua renda. “Ao mesmo tempo, nas congregações adventistas locais, as arrecadações continuarão acontecendo, porque é muito importante esta atitude solidária de todos, comenta.

Para efetuar doações para o projeto da ADRA Brasil, a maneira mais rápida e fácil é por meio de transferência bancária para uma conta gerenciada pela agência humanitária adventista.

ADRA Brasil | Bradesco Agência 3416 | Conta corrente 1337-4 CNPJ – 01.467.063/0001-15

Solidariedade em outros países

O braço humanitário da Igreja Adventista também age em outros países do continente sul-americano. O Centro de Inovação da ADRA Chile, por exemplo, em parceria com uma empresa de produção gráfica, desenvolveu protetores faciais com uso de tecnologia 3D. Eles serão distribuídos de forma gratuita em estabelecimentos de saúde e para outras equipes de resgate ou atendimento direto à pandemia nessa região.

No Paraguai, a ADRA começou o mês de abril com distribuição de kits de biossegurança e cartazes relacionados à prevenção a unidades de saúde familiar localizadas na capital. No Peru, a agência humanitária realiza uma campanha de doação de recursos financeiros para assistir a cinco mil famílias com cestas básicas. Na Argentina, a entidade reúne esforços para continuar mantendo os projetos com famílias carentes e refugiados em uma campanha para arrecadar recursos econômicos.

Mão amiga

Do total de 130 mil cestas que serão entregue por meio da iniciativa da Igreja Adventista, 116 mil cestas serão obtidas como resultado do esforço de arrecadação das oito sedes administrativas estaduais adventistas, as Uniões. A distribuição ocorrerá por meio da ASA, presente nas congregações adventistas. O objetivo desta ação é atender pessoas em situação de vulnerabilidade. A prioridade será dada a famílias monoparentais (quando apenas um dos pais arca com as despesas gerais da família), idosos, pessoas com doenças crônicas e com necessidades especiais.

“La Casa de Papel” estreia Parte 4 com um terço do mundo em casa

Um dos maiores acertos da Netflix retorna às telas hoje.

Foto/Divulgação

Nesta sexta-feira (3), estreia, na plataforma de streaming, a quarta temporada de La Casa de Papel. A Parte 4 da série traz um roteiro que explora a influência dos sentimentos no desenrolar do segundo maior roubo a uma instituição espanhola. Os momentos de tensão, como de costume nas outras temporadas, são constantes, e o grupo, que conta com novos integrantes, precisa lidar com uma traição, além de um inimigo interno.

A continuação da trama chega ao público durante a pandemia do novo coronavírus, que faz com que um terço da população mundial esteja em isolamento em casa buscando atividades para preencher as horas de quarentena. A situação é propícia para a alta audiência da série que já é a produção de língua não-inglesa mais vista da Netflix, e que registrou recordes de visualizações na última temporada. Aproximadamente 34 milhões de contas cadastradas no streaming assistiram à parte 3 apenas uma semana depois de sua estreia, no ano passado.

A série é uma das principais produções da Netflix, que vem apostando cada vez mais em conteúdo próprio desde que a concorrência no streaming tem aumentado com a entrada de gigantes do audiovisual como Disney, Amazon e HBO. O setor é um dos poucos que pode não apenas não vai sofrer prejuízos com a crise do coronavírus como também será beneficiado com o período de isolamento social e quarentena ao qual estão submetidas cerca de 2,6 bilhões de pessoas no mundo. Isso porque a Netflix faz parte de um grupo de empresas de “ficar em casa”.

Só no primeiro trimestre de 2020, o aplicativo de streaming teve mais de 59 milhões de downloads, acima dos rivais YouTube, Amazon Prime e Disney +. A Netflix também ficou em segundo lugar no quesito tempo gasto pelos usuários, atrás apenas do YouTube Kids. E as sessões de streaming de vídeo em dispositivos móveis aumentaram 31% em março. As expectativa é de que os números sigam aumentando.

As projeções de instituições de saúde são de que a pandemia do novo coronavírus chegue ao seu pico global nas próximas semanas, para só então começar a estabilizar, e, por fim, apresentar uma queda. Se as estimativas se concretizarem e as quarentenas ao redor do mundo forem estendidas, tempo não vai faltar para descobrir o desfecho do segundo roubo em La Casa de Papel e ainda maratonar outras séries no streaming.

Coronavírus: Listamos 10 mentiras sobre a doença para você não se deixar enganar

Leia com atenção e não deixe sua família cair nessas mentiras. BOA leitura!

Foto/Divulgação

O coronavírus está se mostrando a cada dia um problema mais e mais grave em todo o país (para não citarmos o resto do mundo, é claro). Aumentando diariamente as taxas de pessoas contagiadas e de mortes causadas pelo vírus, há muita informação espalhada pela Internet sobre o tema. Desde teorias da conspiração até suposições sobre modos de contágio e “tratamentos alternativos” para a doença.

Naturalmente, possuirmos acesso à informação através da Internet é uma marca da contemporaneidade (e é algo positivo, principalmente neste momento em que ela se faz como nosso único meio de comunicação). Entretanto, no meio de tantos grupos de whatsapp, redes sociais e blogs espalhados por aí, pode ficar realmente difícil saber o que é verdade e o que não é verdade sobre o coronavírus.

Pensando na dificuldade de fazer essa análise, este artigo foi criado. O objetivo deste conteúdo é apresentar alguns mitos que estão sendo divulgados amplamente na Internet sobre o coronavírus.

Fake sobre coronavírus #1: Gargarejo com alvejante

Um dos mitos mais perigosos, talvez, sobre o coronavírus é esse. Alguns lugares “suspeitos” da Internet estão divulgando que uma boa forma de se proteger do coronavírus é fazendo o seguinte:

●Gargarejo com alvejante

●Bebendo ácido acético

●Utilizando água salgada, etanol e outras substâncias altamente perigosas

É necessário tomar muito, mas muito cuidado com o uso de substâncias diversas. A verdade é que nenhuma dessas substâncias vai te proteger de contrair o novo coronavírus. E, além disso, o uso desses elementos podem causar um dano muito sério para sua saúde. Em alguns casos, o dano causado por essas substâncias pode ser muito pior que os dados do vírus.

Especialistas afirmam que ingerir alvejante e outros ácidos é altamente perigoso porque eles lesionam seriamente o trato digestivo e todo seu organismo por dentro. Essas substâncias podem causar queimaduras muitas sérias. Nesses casos, a pessoa precisaria ir ao hospital, se internar e receber suporte ventilatório.

Fake sobre coronavírus #2: O vírus foi criado em laboratório

A segunda mentira da lista talvez seja uma das mais populares da Internet (junto com a próxima, provavelmente). Ela diz respeito a essa teoria da conspiração que afirma que o coronavírus foi manipulado em laboratório de forma deliberada por pessoas.

Especialistas afirmam que a medicina já tinha mapeado que existia ao menos seis tipos diferentes de coronavírus que causam doenças em seres humanos, todas elas semelhantes a gripes e resfriados. A partir das autoridades chinesas de casos aumentados de pneumonia, foi descoberto que o agente causador dessa nova doença é um novo tipo de vírus da mesma família coronavírus.

Cientistas e pesquisadores que seguem trabalhando em direção a cura do coronavírus já fizeram diversos pronunciamentos demonstrando que o sequenciamento do vírus não poderia ter sido produzido artificialmente em laboratório.

O novo coronavírus surgiu na China, na região de Wuhan, e é uma doença semelhante a outras que já conhecíamos mas que sofreu mutação. Portanto, ele não foi produzida em laboratório e não é uma arma biológica e nem uma estratégia da China ou de qualquer outro país para afetar a economia mundial. Essas teorias não se sustentam cientificamente.

Fake sobre coronavírus #3: Máscara facial te protegerá de contaminação

Outro mito sobre o coronavírus diz o seguinte: apenas usar máscara facial protege contra a contaminação do vírus.

A recomendação é que somente pessoas contaminadas e profissionais que atuam diretamente com pessoas contaminadas utilizem máscaras, como os profissionais da saúde, por exemplo. A máscara realmente pode ajudar em alguma medida, isso porque o vírus tem transmissão respiratória. Entretanto, o vírus possui outras formas de se propagar, como através do contato com secreções e gotículas contaminas, por exemplo. Nestes casos, a máscara não ajuda em nada.

Na verdade, o uso desenfreado de máscaras pode causar ainda mais problemas. Isso porque quando você está com a máscara, tende a levar as mãos muito mais ao rosto. E lembre-se: levar as mãos ao rosto é uma das piores coisas que você pode fazer nesse momento. Isso, sim, ajuda e muito o vírus a te infectar. Ou seja, com o uso de máscara sem necessidade você não somente não estará te protegendo, como ainda estará se colocando em maior risco.

Os médicos estão orientando que a principal medida de prevenção (efetiva) é cuidar da higiene pessoal com mais atenção nesse momento. Lave bem as mãos, tome banhos com mais frequência, lave as suas roupas com regularidade e troque mais as roupas de cama também. Além dos cuidados com higiene, o afastamento social vem se apresentando no mundo inteiro como a medida mais efetiva para prevenção do coronavírus. Por isso: permaneça em casa.

Fake sobre coronavírus #4: Recebimento de compras/pacotes vindos da China contém o vírus

Você não será contaminado com o vírus por encomendar ou por comprar produtos chineses ou fabricados em outro país com maiores taxas do coronavírus.

O diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do nosso Ministério da Saúde já descartou essa possibilidade há semanas. De acordo com ele, “não existe nenhuma possibilidade de transmissão do vírus por mercadorias”. Apesar dessa afirmação, outros especialistas são menos duros e afirmam que ainda é cedo para ser tão definitivo.

O que sabemos até o momento é que o coronavírus consegue sobreviver em diferentes superfícies e fora do corpo humano por alguns dias. Cada tipo de material garante uma sobrevida diferente ao vírus, mas o tempo máximo que ele consegue ficar fora de um ser humano parece ser 9 dias. Portanto, qualquer pacote ou encomenda que leve mais que isso para ser entregue deve estar “protegido”, de acordo com esses especialistas.

Como basicamente qualquer encomenda internacional leva muito mais que 9 dias para chegar, não há indicativo de haver problemas de você seguir comprando o que quiser. Entretanto, vale a pena termos bastante cuidado e limparmos os objetos e pacotes recebidos com álcool antes de usarmos. Além disso, também vale a pena lavarmos bem as mãos logo depois de termos encostado nos objeto (e antes de levarmos as mãos aos cabelos, rosto, roupas e etc).

Fake sobre coronavírus #5: Transmissão através de animais

Naturalmente, o pavor faz com que a insegurança das pessoas aumente significativamente. Por isso, as pessoas começam a acreditar em todo tipo de informação que lêem por aí, num funcionamento quase paranoico por medo de contraírem o coronavírus. Esse é um funcionamento recorrente em tempos de crises, principalmente quando a vida da gente ou de pessoas que amamos está em jogo.

Entretanto, mais do que nunca, neste momento é fundamental nos atermos a ciência e ao que os estudos vem mostrando sobre a realidade. Em relação a transmissão inter-espécie, todos os estudos conduzidos até o momento demonstraram que não há evidências suficientes para afirmarmos que é possível contrairmos o vírus pelo contato com animais de qualquer tipo.

Alguns infectologistas que analisam o cenário afirmam que “já sabíamos que o coronavírus é uma doença que também circula entre os animais, mas não há nenhum caso sequer confirmado de uma transmissão entre espécies diferentes”.

A suspeita dos especialistas no assunto sobre a relação do coronavírus com os morcegos e sua disseminação entre os humanos não é mais que isso nesse momento: uma suspeita, ou seja, uma suposição ou hipótese que ainda precisará ser definitivamente confirmada.

Fake sobre coronavírus #6: O vírus foi manipulado geneticamente e tem sua estrutura similar ao vírus HIV, causador da AIDS

Esse é aquele tipo de mito que faz tão pouco sentido que chega a ser difícil de compreender de onde ele surgiu. Apesar disso, é uma informação que foi amplamente difundida na Internet, em especial no início na contaminação pelo mundo, entre os meses de janeiro e fevereiro.

A verdade é que o coronavírus não foi manipulado geneticamente (e nem criado em laboratório!). Ele também não possui nenhuma semelhança ao HIV, vírus que causa AIDS. Uma das formas mais simples de demonstrar isso é analisando a diferença enorme entre os sintomas de uma pessoa infectada com HIV e uma pessoa infectada com coronavírus. O coronavírus é, sim, familiar de outros tipos de gripes e por isso seus sintomas são tão semelhantes.

Os especialistas afirmam que esse novo coronavírus tem muita semelhança com os outros coronavírus, já conhecidos. Entretanto, ele sofreu mutações e por isso se apresenta de forma singular no contato com o organismo humano. O mecanismo de ação no corpo humano do coronavírus em nada se aproxima do funcionamento do HIV, por exemplo:

●O novo coronavírus atinge o sistema respiratório e pode ser eliminado totalmente do organismo depois da manifestação da doença (Covid-19)

●O HIV infecta as células de defesa, e não o sistema respiratório, e não é possível eliminá-lo do corpo

Os tratamentos para HIV objetivam trazer maior qualidade de vida e longevidade para os infectados, que nunca serão curados do vírus. Entretanto, os tratamentos para o coronavírus visam curar os pacientes, que poderão se ver livres do vírus depois da superação da doença.

Fake sobre coronavírus #7: Vacina para curar a Covid-19 está pronta

O mundo todo espera ansiosamente pelo momento em que a vacina para o coronavírus estará disponível. Entretanto, esse momento não chegou ainda.

Duas pesquisadoras da USP (Universidade de São Paulo) conseguiram sequenciar todo o genoma do coronavírus em parceria com universidade da Inglaterra em apenas 48 horas. Esse é o primeiro passo para a produção de vacinas e de medicamentos para a doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou em 27 de março de 2020 que ainda será necessário ao menos 18 meses para que a vacina contra o coronavírus esteja totalmente concluída. Ou seja, é necessário ao menos 1 ano e meio de pesquisas, exames, testes e análises clínicas para que a vacina realmente esteja apta para o uso.

Além disso, a OMS também comunicou que diversos países estão trabalhando em análises dos efeitos de outros medicamentos para o coronavírus. Os medicamentos em questão já são utilizados para outras doenças e deverão ser experimentados em pacientes infectados para verificação dos seus efeitos sobre o vírus.

Enquanto as pesquisas seguem, a recomendação é que os países NÃO usem quaisquer medicamentos que não tenham comprovação de eficácia para tratar o vírus. Isso porque esse movimento pode ser altamente perigoso para toda a população. Em primeiro lugar, porque os pacientes poderão sofrer danos colaterais diversos pelo uso de um medicamento não adequado. Em segundo porque, porque o contato do vírus com medicamentos inadequados pode mutar o vírus. Ou seja, ele poderá ter mutações que alterem seu sequenciamento. Isso significaria que todo o trabalho até o momento em direção ao desenvolvimento de vacina e de medicamentos teria sido em vão, e as pesquisas precisariam recomeçar.

Assim como não há vacina ainda, o tratamento também não é específico (uma vez que os medicamentos ainda estão sendo pesquisados). O que tem sido indicado é o seguinte:

●Repouso

●Consumo de líquidos, em especial água

●Alimentação saudável

●Medidas para aliviar os sintomas, como medicamentos para dores e para febre

●Se a febre persistir mesmo com o uso de medicamentos, o recomendado é buscar atendimento médico.

Fake sobre coronavírus #8: A transmissão começou devido ao consumo de sopa de morcego

Esse é um dos mitos que mais rapidamente se espalhou em todo o mundo, logo no início do surto do novo coronavírus. Entretanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já anunciou que não há qualquer comprovação científica de que foi a comida em questão (sopa com carne de morcego) que tenha sido a responsável pela propagação desse novo coronavírus.

A verdade é que outras epidemias ocorridas na história foram efetivamente atribuídas ao consumo da carne de alguns animais, incluindo o morcego. Por isso, a moda parece ter pegado e a sopa de morcego foi rapidamente colocada no lugar de “vilã” da história, como o grande causadora de todo esse caos.

Naturalmente, é possível que pesquisas futuras consigam comprovar que o consumo de determinado alimento ou que determinado hábito (alimentar, de higiene e etc) tenha associação com a propagação do vírus. Entretanto, até o momento isso tudo não passa de suposições sem nenhuma fundamentação científica.

Fake sobre coronavírus #9: Chá ajuda na prevenção do vírus

Bem, faz parte da cultura brasileira apostar nas funções medicinais das ervas e dos chás. Afinal de contas, quem não conhece uma vovó ou uma tia que adora prescrever algum tipo de chá para todo e qualquer tipo de sintoma ou doença, não é mesmo? Essa crença cultural e tão tipicamente brasileira naturalmente não deixaria de aparecer nesse momento, em especial devido aos sintomas do coronavírus que se assemelham tanto a uma gripe.

Fotos e listas são compartilhadas em redes sociais e em aplicativos de conversa, como o whatsapp, com diversos chás naturais que supostamente ajudariam a prevenir a contaminação do coronavírus. Entretanto, o Ministério da Saúde já anunciou que nenhum tipo de chá consegue substituir um tratamento de saúde adequado. Isso vale tanto para casos mais comuns de gripe quanto para o novo coronavírus, de acordo com o Ministério de Saúde.

Além disso, a instituição também afirmou que é falsa a ideia de que o chá de erva-doce especificamente tem a mesma substância do conhecido medicamento Tamiflu (fosfato de oseltamivir).

Os chás mais comuns de serem compartilhados pelas redes nesse sentido são:

●Erva-doce

●Abacate com hortelã

●Imunológico, que combina gengibre, alho, capim-limão, tomilho, hortelã e casca de limão

Fake sobre coronavírus #10: Vitaminas C e D e inhame aumentam imunidade contra o vírus

Circulou pela Internet e redes sociais o vídeo de um suposto médico chinês que vive no Brasil conversando com sua irmã, que ainda vive na China. Neste vídeo, o médico recomenda alguns métodos para aumentar a imunidade contra o novo coronavírus, por exemplo:

●Comer vitamina C e D

●Ingerir inhame e própolis

●Tomar banhos “quente/frio”

Depois da repercussão com o vídeo, o mesmo foi apagado pelo próprio médico.

O Ministério da Saúde já se pronunciou sobre a repercussão do vídeo e sobre as recomendações dele. De acordo com a instituição, não há evidências científicas que apontem para a efetividade de qualquer uma dessas recomendações dadas pelo suposto médico do vídeo.

As vitaminas C e D trazem uma série de benefícios para a saúde das pessoas, assim como o consumo de inhame. Entretanto, não há qualquer evidência que demonstre que seu consumo fortaleça o sistema imunológico contra a possível contaminação do novo coronavírus. Por isso, é claro que você pode consumir esses elementos se desejar e quiser manter uma alimentação saudável. Mas não o faça acreditando que seu organismo estará “imune” ao vírus, porque não há nenhum único estudo que aponte nessa direção.

|Fakenews sobre o vírus|

O Ministério da Saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e diversos jornais internacionais estão trabalhando e possuem campanhas globais para acabar com uma série de notícias falsas que circulam na Internet sobre o novo coronavírus. Infelizmente, a facilidade do acesso a informação através da Internet acarretou essa onda de fakenews sobre tudo que é tipo de assunto. E, é claro, o coronavírus entrou para a lista de temas que estão sendo centrais na criação e publicização de notícias mentirosas.

A pandemia já infectou mais de 500 mil pessoas no mundo todo. Isso mesmo: há mais de meio milhão de pessoas no mundo contaminadas pelo vírus. Ao todo, mais de 115 países foram afetados pelo novo coronavírus. Naturalmente, essa proporção de casos gera muitas dúvidas na população e faz com que as pessoas se sintam apavoradas, em alguns casos.

E assim como aconteceu com outras epidemias, os mitos são criados e foram espalhados pela web, de forma a atingir um grande número de pessoas. Algumas dessas informações são excessivamente alarmistas, enquanto outras são apresentadas como verdade situações que estão em pesquisa e que não foram comprovadas ainda. Diante dessa situação, a indicação é não compartilhar nenhum dado sem antes verificar a sua veracidade. A forma mais fácil de fazer isso é procurar fontes oficiais.

Diversas instituições de saúde, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estão tomando medidas para informar a população sobre os avanços nas notícias do coronavírus de forma adequada e baseadas no que é verdade. Por exemplo, há alguns canais de comunicação criados recentemente que tem como objetivo receber notícias sobre o coronavírus para que as instituições analisem os dados e deem um parecer sobre a veracidade das informações.

Conheça Abner Pinheiro e Sthe Matos, influencers que são o assunto do momento

No Twitter não se fala em outra coisa nesta tarde de terça-feira, (31), que são os influencers Abner Pinheiro e Sthe Matos, ambos de Salvador (BA). Os dois, que já foram um casal, compartilham diariamente no Instagram looks e dicas. Mas, o motivo para ganharem as hashtags da rede social, no entanto, surgiu após Abner publicar um stories em que aparece revoltado acusando a ex-mulher de traição e afirmando que um exame de DNA acusou negativo quanto a paternidade de Apolo, filho do casal.

Com milhões de seguidores nas redes (mais de 7 milhões quando somado), não demorou muito para que os nomes dos dois se tornassem os assuntos mais comentados no Twitter. Por lá, seguidores estão abismados com a revelação. Veja o vídeo em que Abner descobre o suposto resultado negativo: famaglamour.

Algum tempo depois da postagem, começaram a surgir especulações de que Abner estaria fazendo uma brincadeira, já que o casal é muito famoso por suas trolagens no Youtube. Alguns internautas questionavam ainda se a dupla seria a nova família Poncio, conhecida pelas traições.

Mas há pouco, Sthe surgiu no Instagram para dar sua versão dos fatos, alegando que Abner e sua família sempre souberam de tudo. Que a gravidez surgiu em um momento em que ambos estavam separados e que nunca aconteceu uma traição.

Sthe completa: “Várias vezes, cheguei nele e falei pra fazermos o exame de DNA. Fui pega de surpresa como todo mundo aqui. Ele não chegou pra conversar comigo e falar que estava indo fazer o teste. Eu sugeri de fazer isso essa semana, por causa dos deboches que ele faz comigo. Várias vezes ele me disse que não precisava, porque o Apolo independente de qualquer coisa é meu filho, eu amo ele”.

“E agora ele faz um negócio ridiculo desse de expor meu filho? Não estou falando nem por mim, estou falando dessa exposição ridicula com o meu filho”, finaliza.

Mas não para por aqui. Depois do pronunciamento de Sthe, Abner apareceu nos stories postando indiretas para a influencer, que decidiu expor os momentos de tensão que viveu com o ex enquanto estiveram juntos. Entre os relatos, ela mostra uma agressão, quea aconteceu durante uma discussão em janeiro deste ano.

Por fim, Sthe pede que ele pague uma dívida que tem com ela. “Pegue toda essa mídia que está ganhando, espero que ganhe muito dinheiro e pague os R$ 85 mil que está me devendo, viu?”, completa.

Quem tem direito ao auxílio de R$ 600 e como pedir o benefício; Veja detalhes

O Senado aprovou nesta segunda-feira (30) a liberação do “coronavoucher” – que estabelece o pagamento de um auxílio emergencial no valor de R$ 600 ou R$ 1.200 para pessoas de baixa renda. Para passar a valer, a medida precisa ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Apenas dessa forma o benefício será liberado para quem tem direito. Depois, os locais de saque e o prazo para que eles ocorram ainda precisam ser definidos pelo governo federal. (Veja todos esses detalhes no decorrer da matéria)

“coronavoucher”

O primeiro-vice-presidente do Senado, senador Antonio Anastasia (PSD-MG), afirmou que o projeto é essencial devido à situação do país diante da pandemia de coronavírus.

“Muito importante neste momento de dificuldades a aprovação pela Câmara de pagamento de auxílio emergencial de R$ 600 às pessoas que tiveram sua renda comprometida, especialmente os informais, por causa do coronavírus”, publicou Anastasia em rede social.

O projeto, que já passou pela Câmara dos Deputados, foi aprovado sem dificuldade, à unanimidade. Apesar de já estar sendo anunciada há alguns dias, a proposta ainda deixa dúvidas.

Quem pode receber o coronavoucher?

Para receber o benefício a pessoa precisa ser um trabalhador informal, autônomo ou microempreendedor individual (MEI). Se tiver carteira assinada, estiver recebendo seguro-desemprego, ou pensão/aposentadoria a pessoa não tem direito.

Podem receber, por exemplo, taxistas, motoristas de aplicativo, faxineiras, demais profissionais autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) que pagam o INSS. Não foi respondido, porém, se quem não paga o INSS está proibido de receber.

Trabalhadores intermitentes – que prestam serviço apenas alguns dias na semana – também poderão receber, desde que tenha renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00). Também é preciso estar inscrito no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

É preciso fazer algum tipo de cadastro ou declaração de renda?

Trabalhadores informais que não estão inscritos nos cadastros do governo e não contribuem para a Previdência Social (não pagam o INSS), precisarão fazer uma autodeclaração na Caixa Econômica Federal. Nesse grupo podem estar vendedores ambulantes, diaristas, manicures, cabeleireiros, entre outros profissionais.

Tem algum outro pré-requisito?

Sim. É preciso ser maior de 18 anos, não ter emprego formal, não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família.

Existe algum limite de renda para receber o benefício?

Sim, ele só será concedido às pessoas que tiverem renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00). Além disso, não ter recebido rendimentos tributáveis (como salários e outros benefícios), no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

Como pedir para receber o dinheiro?

O governo federal ainda não informou se as pessoas que têm direito ao benefício vão precisar oficializar o pedido do dinheiro, ou se o próprio governo definirá todas as pessoas que vão receber e enviar o benefício sem que seja necessário um pedido formal.

Quem pode receber R$ 1.200?

Somente mulheres que são chefes de família poderão receber duas cotas – o que totaliza R$ 1.200. Se essa mulher chefe de família já receber algum benefício do Bolsa Família, ela precisará escolher um benefício ou outro.

Quando o dinheiro começa a ser entregue?

Ainda não foi definida a data para o início dos pagamentos. O dinheiro será disponível pelo governo federal e o pagamento será feito pela Caixa em conta-poupança. A instituição está autorizada a abrir automaticamente a conta em nome dos beneficiários para efetuar o pagamento.

O INSS vai identificar as pessoas com direito e a Caixa fará um cronograma de pagamento. O dinheiro poderá ser sacado na agência ou nas casas lotéricas.

Presidente do TSE reafirma que calendário eleitoral das Eleições 2020 está sendo cumprido

Apesar do preocupante cenário criado pela pandemia de coronavírus, Ministra Rosa Weber considera prematuro o debate sobre adiamento do pleito no atual momento, pontuando mais uma vez que a velocidade da evolução do quadro exige permanente reavaliação das providências.

Ministra Rosa Weber

No âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste momento ainda há plenas condições materiais de cumprimento do calendário eleitoral, apesar da crise sem precedentes no sistema de saúde do país causada pela pandemia do novo coronavírus.

Além das medidas já adotadas para adequar rotinas à nova realidade e seguir as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades médicas e sanitárias – entre as quais a restrição da circulação de público no Tribunal, a suspensão de eventos, o trabalho remoto, o incremento das votações pelo Plenário Virtual, a suspensão de prazos processuais – por meio da Resolução 23.615/2020, e a implantação da possibilidade de realização de sessões por videoconferência a partir da próxima semana, o Tribunal segue orientando suas ações no sentido do estrito cumprimento das etapas do calendário. Estas, em essência, estão previstas pela legislação federal e pela Constituição da República. Assim sendo, em viés jurídico qualquer iniciativa em sentido diverso extrapola os limites de atuação da Justiça Eleitoral.

Os graves impactos da pandemia na saúde pública têm acarretado múltiplas dificuldades em todas as áreas. Não é diferente no âmbito da Justiça Eleitoral. No entanto, conforme já referi em nota divulgada na última segunda-feira (23), neste momento é prematuro tratar de adiamento das Eleições Municipais 2020. Essa avaliação é compartilhada pelo vice-presidente, ministro Luís Roberto Barroso, que estará na Presidência do TSE durante o próximo pleito.

Esclareço que, no tocante ao cronograma de testes de equipamentos e sistemas eletrônicos, o TSE está alerta quanto às inevitáveis alterações ante o atual quadro de excepcionalidade. Já estão sendo estudados ajustes nos formatos de realização de tais testes. O Plano Geral contempla 20 testes, alguns deles repetidos mais de uma vez, com objetivos, complexidades e amplitudes diversos. Trata-se de um processo de depuração das soluções tecnológicas para atingir o menor nível de erro possível.

Até o momento, três desses testes foram cancelados: o Simulado Nacional de Hardware, que envolve todos os Tribunais Regionais Eleitorais e precisou ser suspenso na metade da execução planejada em virtude das políticas de isolamento impostas; o Teste do Sistema de Prestação de Contas; e o Teste de Desempenho da Totalização. Importante mencionar que os testes são qualitativos e não impeditivos.

Por fim, lembro que os questionamentos, submetidos ao TSE via Processo Judicial Eletrônico (PJE) acerca de eventual modificação dos marcos temporais previstos no calendário eleitoral, são objeto das Consultas nº 0600278-45.2020.6.00.000 e nº 0600282-83.2020.6.00.0000.

Estamos acompanhando atentamente a evolução diária do cenário nacional, inclusive para eventuais reavaliações, mantidas as atividades essenciais à realização das Eleições 2020.

Ministra Rosa Weber
Presidente do TSE

  • CALENDÁRIO

As eleições municipais deste ano estão marcadas para o dia 4 de outubro e vão eleger novos prefeitos e vereadores de 5.568 cidades brasileiras. De acordo com dados estatísticos atualizados nesta sexta-feira, 6, 148.176.223 eleitores estão aptos a votar.

Para os jovens que vão votar a primeira vez, dia 6 de maio também é data-limite para tirar a primeira via do título de eleitor.

A partir de 7 de maio até o final da eleição, o Cadrasto Eleitoral ficará fechado – período em que nenhuma alteração poderá ser efetuada no registro do eleitor -, sendo permitida somente a emissão da segunda via do título. Esse prazo é importante para que a Justiça Eleitoral tenha um retrato fiel do eleitorado que participará do pleito.

Educação Adventista cria ambiente com mais de 100 mil aulas on-line

Opção de aulas on-line para estudantes da rede foi dada em virtude das suspensões de classes presenciais em todo o Brasil.

Estudantes mudaram seus hábitos e tiveram de se adaptar a aulas não presenciais. (Foto: Divulgação Rede de Educação Adventista)

A Rede de Educação Adventista na América do Sul já postou mais de 110 mil aulas em um ambiente virtual de aprendizagem, criado pela editora adventista, a Casa Publicadora Brasileira. Para os servidores da Educação, o site para acesso é http://e-class.educacaoadventista.org.br/. No caso dos pais e alunos, o acesso é pelo site da sua unidade escolar. Os dados mostram, ainda, que mais de 160 mil exercícios já foram respondidos pelos alunos. A ação é realizada para atender aos milhares de alunos que estão sem aulas presenciais por conta da recomendação governamental de isolamento social em função da pandemia do Covid-19 (novo coronavírus).

Por meio desta plataforma, já foram registrados mais de 120 mil acessos simultâneos de alunos e professores de escolas, colégios e universidades em oito países sul-americanos. O ambiente virtual permite a interação entre educadores e estudantes, sem perda de conteúdo, dentro de critérios técnicos e pedagógicos estabelecidos.

Segundo o diretor da Rede de Educação Adventista, “a Educação Adventista tem consciência da sua responsabilidade em prover, independentemente da situação, seja qual for a modalidade, presencial ou a distância, uma educação de qualidade que favoreça o desenvolvimento contínuo dos nossos alunos nos aspectos físico, mental e espiritual”.

Câmara aprova auxílio mensal de R$ 600 para trabalhador autônomo no Brasil; Saiba se você tem direito

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (26) um projeto que prevê o pagamento de R$ 600 a trabalhadores informais por três meses em razão da pandemia do coronavírus. A mulher que for mãe e chefe de família poderá receber R$ 1,2 mil. A proposta inicial do governo era de R$ 200 para os trabalhadores informais.

Foto/Divulgação

Com a aprovação, o texto seguirá para votação no Senado. Ainda não há data definida para a análise pelos senadores. O pagamento do auxílio emergencial é limitado a duas pessoas da mesma família.

Segundo estimativa preliminar da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, o impacto fiscal com o auxílio para a União será de R$ 43 bilhões por três meses. O cálculo não considera ainda as mães chefes de família que poderão receber o auxílio em dobro.

Pela proposta, poderá receber o montante o autônomo que não receber benefícios previdenciários, seguro desemprego nem participar de programas de transferência de renda do governo federal, com exceção do Bolsa Família.

Desde a semana passada, a Câmara e o Senado tem aprovado projetos relacionados ao combate do coronavírus e dos efeitos provocados pela crise.

Em razão das medidas de prevenção contra o coronavírus, a sessão desta quinta foi parcialmente virtual, com a presença de apenas alguns deputados no plenário. Os demais acompanhavam por videoconferência.

Entenda o projeto
O projeto altera uma lei de 1993 que trata da organização da assistência social no Brasil. De acordo com o texto, o dinheiro será concedido a título de “auxílio emergencial” por três meses ao trabalhador que cumprir os seguintes requisitos:

for maior de 18 anos;

não tiver emprego formal;

não for titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, ressalvado o bolsa-família;

cuja renda mensal per capita for de até meio salário mínimos ou a renda familiar mensal total for de até três salários mínimos;

que não tenha recebido em 2018 rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.

Outros requisitos para receber o auxílio é:

exercer atividade na condição de Microempreendedor Individual (MEI) ou;
ser contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social ou;
ser trabalhador informal, de qualquer natureza, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal até 20 de março de 2020.

Apesar de a previsão inicial de pagamento do auxílio ser por três meses, o relator da proposta, Marcelo Aro (PP-MG), disse que a validade do auxílio poderá ser prorrogada de acordo com a necessidade.

O projeto estabelece ainda que só duas pessoas da mesma família poderão acumular o auxílio emergencial.

Para quem recebe o Bolsa Família, o texto ainda permite que o beneficiário substitua temporariamente o programa pelo auxílio emergencial, se o último for mais vantajoso.

Inicialmente, o auxílio previsto no parecer do relator era de R$ 500, mas, após a articulação de um acordo com o governo federal, o valor passou a ser de R$ 600. “Foi uma construção do parlamento com o Executivo”, disse o deputado Marcelo Aro ao anunciar a mudança.

Pouco antes, em uma live realizada pelo Facebook, o presidente Bolsonaro havia dito que, após conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que o governo defendia inicialmente que o auxílio fosse de R$ 200, “ele resolveu triplicar”. “Deu o sinal verde”, acrescentou Bolsonaro.

No plenário da Câmara, o líder do governo, deputado Vitor Hugo (PSL- GO), comemorou o acordo e disse que não se tratava da vitória de ninguém em específico, mas de uma vitória do país.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elogiou a construção de um acordo entre Legislativo e Executivo, relação geralmente marcada por atritos. Maia ponderou que, mesmo com divergências, é preciso haver um ambiente de diálogo para buscar soluções para “salvar vidas e encontrar o melhor caminho para que a economia sofra menos”.

Ministro do Supremo e Vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral afirma que Eleições Municipais não serão adiadas

O Ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), diz que as eleições municipais no Brasil, marcadas para outubro, não devem ser adiadas.

Ministro Luís Roberto Barroso

Integrante do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ele afirmou à reportagem que “as eleições constituem um dos ritos vitais para a democracia. Só se deve cogitar de adiá-las diante da absoluta impossibilidade de sua realização”.

O ministro, que assumirá a presidência do tribunal em maio, afirma esperar que a crise do coronavírus já tenha passado até o pleito.

“Estamos em março. Tenho confiança de que até outubro tudo esteja sob controle. Eu trabalho com fatos, não com especulações. Aliás, na vida, boa parte das coisas que a gente teme não acontecem”, diz ele. “Agora, se lá na frente ainda estivermos diante de uma pandemia, aí sim será o caso de se pensar em alternativas.”

A crise provocada pelo coronavírus e a incerteza sobre a extensão da duração da pandemia levaram congressistas a iniciar um movimento em defesa da suspensão do pleito.

Alguns deles acreditam que, se até julho vigorar a restrição para a realização de eventos, as convenções partidárias estariam inviabilizadas. A lei eleitoral estabelece que o prazo para a escolha dos candidatos é de 20 de julho até 5 de agosto.

Uma parte da cúpula do Congresso se incomodou com o movimento dos deputados, por acreditar que o adiamento das eleições é inconstitucional.

Fonte: Folha/PE